Filosofia: Ensino e Pesquisa

Que todos os seres sejam felizes! Que todos os seres tenham paz! Que todos os seres sejam livres!

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Sorte, azar, escolha, acaso, destino...


"Havia numa Aldeia um velho muito pobre que possuía um lindo cavalo.
Numa manhã ele descobriu que o cavalo não estava na cocheira.
Os amigos disseram ao velho:
– Mas que desgraça, seu cavalo foi roubado!
E o velho respondeu:
– Calma, não cheguem a tanto.
Simplesmente digam que o cavalo não está mais na cocheira.
- O resto é julgamento de vocês.
As pessoas riram do velho.
Quinze dias depois, de repente, o cavalo voltou.
Ele havia fugido para a floresta.
E não apenas isso; ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens consigo.
Novamente as pessoas se reuniram e disseram:
– Velho, você tinha razão.
Não era mesmo uma desgraça, e sim uma bênção.
E o velho disse:
– Vocês estão se precipitando de novo.
Quem pode dizer se é uma bênção ou não?
Apenas digam que o cavalo está de volta.
O velho tinha um único filho que começou a treinar os cavalos selvagens.
Apenas uma semana mais tarde, ele caiu de um dos cavalos e fraturou as pernas.
As pessoas se reuniram e, mais uma vez, se puseram a julgar:
– E não é que você tinha razão, velho?
Foi uma desgraça seu único filho perder o uso das duas pernas.
E o velho disse:
Mas vocês estão obcecados por julgamentos, hein?
Não se adiantem tanto.
Digam apenas que meu filho fraturou as pernas.
Ninguém sabe ainda se isso é uma desgraça ou uma bênção…
Aconteceu que, depois de algumas semanas, o País entrou em Guerra e todos os jovens da aldeia foram obrigados a se alistar, menos o filho do velho.
E os que foram para a guerra, morreram…
Se basearmos nossos julgamentos em pequenos fragmentos de informação cairemos na armadilha das conclusões precipitadas.
Nunca encerre uma questão de forma definitiva, pois quando um caminho termina, outro começa, quando uma porta se fecha, outra se abre…
As vezes vemos apenas a desgraça e não vemos a bênção que ela nos traz…"


Autor desconhecido.


quarta-feira, 27 de julho de 2016

Os monges e a mulher no rio


Relata-se, que em um monastério, viviam dois monges que eram muito amigos e sempre cumpriam seus afazeres em conjunto.
É fato que monges não podem se aproximar de mulheres, nem ao menos, nelas tocar.
Certo dia, ao atravessarem a floresta para comprar mantimentos na cidade, se depararam com uma mulher que estava com dificuldades para atravessar o rio que dava acesso ao vilarejo e que se encontrava agitadíssimo.
Um dos monges disse:
– Não podemos ajudá-la, fizemos voto de que não poderíamos tocar em mulher alguma.
O outro monge replicou:
– Também fizemos voto de ajudar a todas as pessoas e criaturas deste mundo, sem haver distinção.
Então, este mesmo monge colocou a mulher em suas costas e atravessou o rio, deixando-a na outra margem.
Os dois monges seguiram caminho e durante a jornada houve uma grande pausa na conversação dos mesmos.
Logo, o silêncio foi interrompido pelo monge que era contra a idéia de carregar a jovem, que disse:
– Você não devia tê-la carregado, ela vai ser um peso para sua caminhada!
O outro monge, sabiamente respondeu:
– Eu deixei a mulher na outra margem do rio. No entanto, você é quem continua carregando a mulher na sua caminhada…
Autor desconhecido

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Nós ricos agradecemos a vocês!

 

Sejam honestos! Vocês nunca ganharam na loteria, mas suas chances de se escravizarem em algum emprego para o resto de suas vidas são bem altas. Isto, porque vocês nasceram na classe social errada. Encarem a realidade! Vocês são a massa trabalhadora: vocês não têm instrução, posição social, conexão, bons modos, boa aparência, nem mesmo bom gosto para ser um de nós. É claro que, em um sistema hierárquico como o nosso, não há muito espaço no topo. E de qualquer forma, ele já está ocupado por nós, aliás, gostamos tanto daqui de cima que queremos permanecer. Em compensação, sempre há alguém mais embaixo na hierarquia social para vocês se sentirem superiores e chutarem de vez em quando. Mesmo um lavador de pratos pode encontrar alguém em pior situação do que ele para cuspir em cima. Então, agradeçam às prostitutas, trabalhadores informais, miseráveis, presidiários e mendigos. Lembrem-se sempre de que, se todos fossem economicamente seguros e socialmente privilegiados, como nós, não sobrariam ninguém para fazer todos aqueles trabalhos de merdas, chatos e perigosos, tampouco para lutar nas guerras ou obedecer cegamente nas corporações militares. E tampouco sobraria alguém para, submissamente, deixar-se matar sem ter vivido uma vida plena e criativa. Então, continuem trabalhando! Além do mais, vocês não tem os mesmo vícios, ganâncias, desejos compulsivos de comprar, de possuir riqueza, poderes, prestígios,... que nós temos. Se ao menos vocês desejassem sinceramente a liberdade. Mas vocês temem ser livres, mantendo-se em uma espécie de torpor, e passam pela vida cumprindo mecanicamente suas funções na sociedade, horrorizados com o que os outros pensam se você ousa "sair da linha". Nós jogamos vocês uns contra os outros, sempre que achamos necessário: trabalhadores especializados contra trabalhadores não especializados, sindicalistas contra não sindicalistas, brancos contra negros, americanos contra iraquianos, contra mexicanos, contra japoneses, contra... Nós rebaixamos seus salários alegando "competição estrangeira", "lei da oferta e da procura" ou "segurança nacional". Quando vocês ameaçam nossos lucros, nós lançamos vocês na multidão dos desempregados. Nós, inclusive, deixamos vocês votarem em um dos nossos políticos. Ainda bem que vocês não compreendem como isso funciona. Em vez disso, vocês responsabilizam os negros, as mulheres que recebem assistência social, os meninos de rua, os excêntricos, todos, exceto nós, por sua situação problemática. No entanto, se vocês quisessem, a vida poderia ser diferente. A sociedade seria organizada para atender as necessidades reais da população em geral. Vocês controlariam suas próprias atividades e não seriam marionetes de ninguém, mas vocês nem mesmo conseguem imaginar isso. Esta é, provavelmente, a maior realização do sistema capitalista: roubar de vocês a imaginação, a criatividade e a habilidade de pensar por si mesmos. Finalmente, nós gostaríamos de agradecer a vocês, de verdade, do fundo de nossos corações. São trabalhadores obedientes como vocês que fazem com que nossas vidas sejam tão agradáveis. Seu cotidiano de sacrifício torna possível a nossa ostentação. É o trabalho de vocês que fazem nosso sistema funcionar. Então, mais uma vez, obrigado por "conhecer o seu lugar!"E não esqueçam: "quem tem a grana faz a lei"!

Assinado: A Classe Dominante


Fonte:  Revista Letralivre nº 42 (modificado).

Um Koan


Um homem decidiu ir estudar com um mestre. Ele dirigiu-se à porta deste mestre. “Quem é você, que pretende estudar aqui?” perguntou o mestre. O estudante disse ao mestre seu nome. “Isso não é quem você é, apenas como você é chamado. Quem é você, que pretende estudar aqui?” ele perguntou novamente. O homem pensou por um momento, e respondeu: “Eu sou um professor.” “Isso é o que você faz, não quem você é”, replicou o mestre. “Quem é você, que pretende estudar aqui?” Confuso, o homem pensou um pouco mais. Finalmente, ele respondeu: “Eu sou um ser humano.” “Isso é somente sua espécie, não quem você é. Quem é você, que pretende estudar aqui?” perguntou o mestre de novo. Após um momento de reflexão, o professor respondeu: “Eu sou uma consciência habitando um corpo arbitrário.” “Isso é meramente O QUE você é, não QUEM você é. Quem é você, que pretende estudar aqui?” O homem estava ficando irritado. “Eu sou…” ele começou a dizer, mas não conseguia pensar em mais nada para falar, então se dispersou. Após uma longa pausa, o mestre respondeu “Então você é bem-vindo aos estudos.”
Fonte desconhecida

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Sócios ou hóspedes?



Um amigo veio a minha casa tomar café, sentamos e conversamos, falando sobre a vida. A um certo ponto da conversa, disse: “Vou num instante lavar os pratos que ficaram por lavar”.

Ele olhou para mim como se eu lhe tivesse dito que ia construir um foguete espacial. Então ele me disse, com admiração mas um pouco perplexo: “Ainda bem que você ajuda a sua mulher, quando eu o faço a minha mulher não elogia. Ainda na semana passada lavei o chão e nem um obrigada.”

Voltei a sentar-me com ele e lhe expliquei que eu não ajudo a minha mulher. Como regra, a minha mulher não necessita de ajuda, ela tem necessidade de um sócio. Eu sou um sócio em casa e por via dessa sociedade as tarefas são divididas, mas não se trata certamente de um apoio à casa.

Eu não ajudo a minha mulher a limpar a casa porque eu também vivo aqui e é necessário que eu também limpe.

Eu não ajudo a minha mulher a cozinhar porque eu também quero comer e é necessário que eu também cozinhe.

Eu não ajudo a minha mulher a lavar os pratos depois da refeição porque eu também usei esses pratos.

Eu não ajudo a minha mulher com os filhos porque eles também são meus filhos e a minha função é ser pai.

Eu não ajudo a minha mulher a estender ou a dobrar a roupa, porque também é roupa minha e dos meus filhos.

Eu não sou uma ajuda em casa, sou parte da casa. E no que diz respeito a elogiar, perguntei ao meu amigo quando é que foi a última vez que, depois da sua mulher acabar de limpar a casa, tratar da roupa, mudar os lençóis da cama, dar banho aos filhos, cozinhar, organizar, etc., ele lhe tinha dito obrigado?
Mas um obrigado do tipo: wow!!! Minha querida esposa! Você é fantástica!!!

Isso te parece absurdo? Está te parecendo estranho? Quando você, uma vez na vida, limpou o chão, você esperava no mínimo um prêmio de excelência com muita glória… Porquê? Nunca pensou nisso, amigo?
Talvez porque para você é um dado adquirido que tudo seja tarefa dela?

Talvez você se tenha habituado a que tudo isto seja feito sem que você tenha de mexer um dedo? Então elogia-a como você queria ser elogiado, da mesma forma, com a mesma intensidade. Dá uma mão, se comporte como um verdadeiro companheiro, não como um hóspede que só vem comer, dormir, tomar banho… Sinta-se em casa. Na sua casa.

Texto: autor desconhecido

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Dúvidas Pascoais


- Papai, o que é Páscoa?
- Ora, Páscoa é... bem... é uma festa religiosa!
- Igual ao Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Marta, vem cá!
- Sim? - Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
- Mais ou menos... Mamãe, Jesus era um coelho?
- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado!
- Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola?
- Deus me perdoe! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Minas Gerais?
- Sacrilégio!!!
- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?
- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo?
- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!
- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era... era melhor, sim... ou então urubu.
- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia que ele morreu?
- Isso eu sei: na Sexta-feira Santa.
- Que dia e que mês?
- (???) Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-feira Santa e ressuscitou três dias depois, no Sábado de Aleluia.
- Um dia depois!
- Não, três dias depois.
- Então morreu na quarta-feira.
- Não, morreu na Sexta-feira Santa... ou terá sido na Quarta-feira de Cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois!
- Como?
- Pergunte à sua professora de catecismo!
- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
- É que hoje é Sábado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no sábado?
- Claro que não! Se Jesus morreu na sexta!!!
- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
- Ui...
- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só?
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Ai Coitada!
- Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo!

Antonio Rocha Neto é autor de "Dúvidas Pascoais" ( http://marmota.org/blog/antonio-rocha-neto-e-o-autor-de-duvidas-pascoais/ ) e não Luis Fernando Veríssimo.

domingo, 10 de julho de 2016

Neste ano diariamente melhoro...



01) Neste ano diariamente melhoro minha alimentação. Ela será saudável, integral e principalmente orgânica. Utilizarei a comida também como instrumento de melhoria social. Nenhum animal precisará ser maltratado para que eu possa me alimentar. Comerei menos quantidade e mais qualidade. Na medida do possível dispensarei os industrializados e desnaturados, apoiando feiras e agricultores ecologistas.

02) Neste ano diariamente melhoro meus movimentos. Serei atencioso com meu corpo e darei a ele a atividade física necessária para que possa ser boa base de sustentação durante minha passagem pelo mundo. Optarei entre ioga, natação, ginástica, musculação ou outro que traga resultados satisfatórios e serei absolutamente disciplinado na freqüência às aulas. Reconhecerei a importância da caminhada diária e do alongamento corporal.

03) Neste ano diariamente melhoro minha renda. Terei máxima atenção às possibilidades de bons negócios, oportunidades de trabalhos e empregos, reservas e poupanças. Estou aberto a mudanças, sem pré-conceitos mas focado na atividade mais lucrativa com responsabilidade social e sustentabilidade. Valorizarei minhas atividades profissionais fazendo mais cursos e estudando logísticas para a qualidade.

04) Neste ano diariamente melhoro minhas emoções. Ouço somente música de boa qualidade que tenha bom conteúdo ou possa elevar a alma. Escolho os melhores filmes e documentários. Freqüento espetáculos de teatro, orquestras e óperas. Leio somente textos que incentivem a paz e a cidadania. Sou tranqüilo e tenho ótimo humor a partir desses alimentos emocionais de boa qualidade.  Se necessitar, buscarei grupos de apoio e terapias eficientes.

05)  Neste ano diariamente melhoro meu senso artístico. Pratico a arte que mais se afine com minha personalidade, seja canto, dança, pintura, escultura, fotografia, teatro ou outra de visível divindade. O importante é que a arte está sempre presente em minha vida como ferramenta de promoção da alegria e conexão com meu próprio ser. Se possível a compartilharei com outros para tornar suas vidas melhores. 

06) Neste ano diariamente melhoro meu comportamento. Não respondo às agressões e provocações comuns ao dia-a-dia. Enxergo somente as melhores qualidades nos seres humanos. Vejo todos os homens e mulheres como meus irmãos e irmãs. Reclamo muito menos e ajo muito mais. Falo muito menos e ouço muito mais. Sou uma pessoa de magnetismo pessoal tão elevado, de palavras tão sinceras que todos desejam minha amizade e minha presença.

07) Neste ano diariamente melhoro a preservação ambiental. Estou atento a todas as oportunidades de não poluir a terra, a água e o ar. Me esforço para utilizar produtos bio-degradáveis. Separo o lixo corretamente. Tomo banhos breves e o mais próximos possível do frio. Saio de transporte coletivo sempre que possível. Planto muito mais árvores, flores e alimentos. Denuncio maus tratos com seres sensíveis, não utilizo produtos produzidos a partir da dor animal e apóio todas as iniciativas ecológicas possíveis.

08) Neste ano diariamente melhoro minha alma. Reconheço a autoridade dos genuínos mestres espirituais. Respeito todos os cultos e tendências religiosas mas tenho meu referencial espiritual seguro não borboleteando ou colecionando grupos aleatoriamente. Desenvolvo a oração e a meditação de forma incessante, reconhecendo que oração e meditação são artes para resolução de problemas e auto-conhecimento. Sei que o clímax da ética é amar o próximo como a mim mesmo. A espiritualidade é para mim sinônimo de serviço incondicional à vida e às pessoas. Elejo um grupo que necessite de meu apoio voluntário e durante o ano oferecerei o melhor de mim a ele.

Autor: Alexandre Pimentel

Estou de passagem


No século passado, um turista americano fez uma visita ao respeitado rabino polonês, Hofetz Chaim.
Ele ficou atônito ao ver que a casa do rabino era somente um quarto simples cheio de livros, com uma mesa e um banco.
-Rabino, perguntou o turista – onde está sua mobília?
-Onde está a sua?- , replicou Hofetz Chaim.
-A minha?-perguntou, confuso, o americano. Mas eu só estou de passagem-.
-Eu também, respondeu o rabino, -eu também-.
                                             
                                                  Contos de Hasidim

Yama & Niyama: Princípios Éticos do Yoga




OS PRINCÍPIOS DE YAMA: Princípios para consigo próprio.
1.Ahimsa: Não ferir ou magoar a outro ser com o pensamento, palavra ou ação,
2.Satya: Guiar todo o pensamento, palavra e ação com o espírito de bem-estar,
3.Asteya: abster-se de tomar, física ou mentalmente, o que pertence aos outros,
4.Brahmacarya: ver o valor e a bondade inatos em cada pessoa, ver a divindade dentro de cada pessoa ou coisa.
5.Aparigraha: não acumular coisas supérfluas para a vida.

OS PRINCÍPIOS DE NIYAMA
1.Shadca: manter a limpeza e a pureza da mente do corpo e do meio-ambiente,
2.Santosa: manter-se em estado mental de equilíbrio,
3.Tapah: realizar serviços desinteressadamente,
4.Svadhyaya: ler e entender temas espirituais,
5.Iisvara-Pranidhana: procurar estabelecer a mente no ideal.


QUINZE PONTOS PARA FORMAR O CARÁTER:

1.Praticar o perdão,
2.Praticar a magnanimidade da mente,
3.Controlar sua conduta e temperamento,
4.Trabalhar para a melhoria social,
5.Manter auto-controle interno,
6.Manter conduta doce e sorridente,
7.Praticar coragem moral,
8.Dar exemplo com sua própria conduta,
9.Abster-se de criticar aos outros,
10.Seguir Yama e Niyama,
11.Praticar auto-correção de seus erros,
12.Manter-se livre de ódio, raiva e vaidade,
13.Abster-se de falar desnecessariamente,
14.Seguir estritamente as disciplinas,
15.Ter senso de responsabilidade.

Organize-se



FENG  SHUI

A bagunça é inimiga da prosperidade. E nem sempre é visível. A sala parece em ordem, a cozinha também, mas basta abrir os armários para ver que estão cheios de inutilidades. De acordo com o Feng Shui Interior - uma corrente do Feng Shui que mistura aspectos psicológicos dos moradores com conceitos da tradicional técnica chinesa de harmonização de ambientes - bagunça provoca cansaço e imobilidade, faz as pessoas viverem no passado, engorda, confunde, deprime, tira o foco de coisas importantes, atrasa a vida e atrapalha relacionamentos.
Para evitar tudo isso, fique atento às:

OITO REGRAS PARA DOMAR A BAGUNÇA:

1 - Jogue fora o jornal de anteontem.
2 - Somente coloque uma coisa nova em casa quando se livrar de uma velha.
3 - Tenha latas de lixo espalhadas nos ambientes, use-as e limpe-as diariamente.
4 - Guarde coisas semelhantes juntas; arrume roupas no armário de acordo com a cor e fique só com as que utiliza mesmo.
5 - Toda sexta-feira é dia de jogar papel fora.
6 - Todo dia 30, por exemplo, faça limpeza geral e use caixas de papelão marcadas: lixo, consertos, reciclagem, em dúvida, presentes, doação. Após enchê-las, jogue tudo fora.
7 - Organize devagar, comece por gavetas e armários e depois escolha um cômodo, faça tudo no seu ritmo e observe as mudanças acontecendo na sua vida.
8 - Divulgue essas dicas para o maior número de pessoas possível e mentalize que, quando todos colocarem essas regras em prática, o mundo será mais limpo e mais organizado.