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sábado, 17 de outubro de 2015

Alberto Pasqualini e o Trabalhismo como a única alternativa viável de esquerda dentro do capitalismo - por Cássio Moreira




Comentários pontuais ao texto, cujo título se encontra acima:

Sim, nenhum ganho é justo se não corresponde a uma atividade socialmente útil. E sim, onde há ganhos sem trabalho, há parasitismo e usura social.

Os interesses individuais nem sempre são egoístas, apenas quando causam dano ao próximo. O auto-interesse é diferente do egoísmo.


Sim, a transformação do que está sendo no que gostaríamos que fosse deve ser pela educação, a violência não pode ser um método, menos ainda para quem se propõem fazer educação.

Sim, “Ninguém gosta de acreditar que seu bem-estar pessoal está em conflito com a necessidade pública maior”. Depois vejam este site: http://slaveryfootprint.org/

Não digo que nada é a única alternativa, até porque não conheço todas, mas sei que algumas tentativas possuem coração e outras não. As primeiras creio como válidas.

A definição de Socialismo de Pasqualini, parece ser a que convém à sua refutação. Há divergências e disputas na definição do termo. À depender da definição, podemos dizer que não há, nem nunca houve país de economia exclusivamente socialista. Há uma falácia conhecida como falácia do espantalho. Depois dê uma olhada: https://pt.wikipedia.org/wiki/Fal%C3%A1cia_do_espantalho

Creio que qualquer quantidade de exploração é excessiva. Como podemos definir a justa remuneração do empresário?

Se um sapateiro tome a seu serviço um oficial e lhe pagasse, como salário, o que ele realmente produz, o dono da oficina não teria resultado algum. Isso significa que, para que o sapateiro tenha lucro, é necessário que o empregado ganhe menos do valor que realmente produz. Ok! Mas o que Marx tentou mostrar na teoria da APC (https://pt.wikipedia.org/wiki/Acumula%C3%A7%C3%A3o_primitiva) é que a situação dicotômica de proprietários dos meios de produção e proprietários da força de trabalho é fruto de um processo histórico de violência e expropriação e a tentativa de manter esta dicotomia como é, em-si, é injusta. Tudo bem que haja uma parte retirada para investimento, mas investimento em quê? Se parte da produção for revertida para a construção da simetria de poder e propriedade está certo, mas se para a conveniente perpetuação da relação patrão-empregado, não. Como programa de transição a ideia parece interessante, caso contrário, não.

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