Filosofia & Interdisciplinariedade

Que todos os seres sejam felizes! Que todos os seres tenham paz! Que todos os seres sejam livres!

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Dedicação – Lama Padma Samten


Que o mestre universal da paz e da compaixão, sua santidade o Dalai Lama, juntamente com todos os mestres de todas as tradições que veiculam essa mensagem tenham longa vida
Que todos estejam a salvo de gerar pensamentos negativos, o obstáculo mais destrutivo.
Que esses pensamentos nunca surjam em nossa mente.
E que todos os seres também estejam livres de pensamentos negativos.
Ao longo de minhas muitas vidas e até este momento, inclusive os méritos gerados por esta prática e todas as que vier a conseguir, ofereço para o bem-estar dos seres senscientes.
Possa a doença, guerra, fome e sofrimento diminuir para todos os seres, enquanto sua sabedoria e compaixão aumentam nesta e em vidas futuras.
Possa eu claramente perceber todas as experiências como sendo tão insubstanciais quanto o tecido do sonho durante a noite e imediatamente despertar para perceber a manifestação de sabedoria pura no surgir de cada fenômeno.
Possa eu rapidamente alcançar a iluminação para trabalhar sem cessar pela liberação de todos os seres.
Budas e Bodhisattvas em conjunto. Seja qual for a sua motivação, sua ação benéfica, seja qual for a sua onisciência, realizações e poderes benévolos e seja qual for a sua imensa sabedoria, eu que igualmente venho para beneficiar os seres, rogo para que possa alcançar as mesmas qualidades.
Nesse exato momento, possa nem mesmo os nomes doença, fome, guerra e sofrimento serem ouvidos pelas pessoas da terra. Mas possam sim, sua conduta moral, mérito, riqueza e prosperidade crescer.
E possa a suprema bem-aventurança e bem-estar sempre surgir para todos.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Querido pastor - Gregório Duvivier


Aqui quem fala é Jesus. Não costumo falar assim, diretamente - mas é que você não tem entendido minhas indiretas. Imagino que já tenha ouvido falar em mim - já que se intitula cristão. Durante um tempo achei que falasse de outro Jesus - talvez do DJ que namorava a Madonna - ou de outro Cristo - aquele que embrulha prédios pra presente - já que nunca recebi um centavo do dinheiro que você coleta em meu nome (nem quero receber, muito obrigado). Às vezes parece que você não me conhece.
Caso queira me conhecer mais, saiu uma biografia bem bacana a meu respeito. Chama-se Bíblia. Já está à venda nas melhores casas do ramo. Sei que você não gosta muito de ler, então pode pular todo o Velho Testamento. Só apareço na segunda temporada.
Se você ler direitinho vai perceber, pastor-deputado, que eu sou de esquerda. Tem uma hora do livro em que isso fica bastante claro (atenção: SPOILER), quando um jovem rico quer ser meu amigo. Digo que, para se juntar a mim, ele tem que doar tudo para os pobres. "É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus".
Analisando a sua conta bancária, percebo que o senhor talvez não esteja familiarizado com um camelo ou com o buraco de uma agulha. Vou esclarecer a metáfora. Um camelo é 3.000 vezes maior do que o buraco de uma agulha. Sou mais socialista que Marx, Engels e Bakunin - esse bando de esquerda-caviar. Sou da esquerda-roots, esquerda-pé-no-chão, esquerda-mujica. Distribuo pão e multiplico peixe - só depois é que ensino a pescar.
Se não quiser ler o livro, não tem problema. Basta olhar as imagens. Passei a vida descalço, pastor. Nunca fiz a barba. Eu abraçava leproso. E na época não existia álcool gel.
Fui crucificado com ladrões e disse, com todas as letras (Mateus, Lucas, todos estão de prova), que eles também iriam para o paraíso. Você acha mesmo que eu seria a favor da redução da maioridade penal?
Soube que vocês estão me esperando voltar à terra. Más notícias, pastor. Já voltei algumas vezes. Vocês é que não perceberam. Na Idade Média, voltei prostituta e cristãos me queimaram. Depois voltei negro e fui escravizado - os mesmos cristãos afirmavam que eu não tinha alma. Recentemente voltei transexual e morri espancado. Peço, por favor, que preste mais atenção à sua volta. Uma dica: olha para baixo. Agora mesmo, devo estar apanhando - de gente que segue o senhor.

Fonte: Folha de São Paulo

terça-feira, 14 de julho de 2015

Projeto de Mestrado

Linha de Pesquisa: Ética e Política
Antonio Ferreira Marques Neto


TOTALIDADE E EMANCIPAÇÃO: REFLEXÕES SOBRE O SOFRIMENTO E SUA DIMINUIÇÃO

1. INTRODUÇÃO
1.1. Os temas centrais que definem as preocupações deste texto são Totalidade e Emancipação. Totalidade porque se busca encontrar todas as divisões possíveis da realidade do mundo, as suas principais variáveis relevantes e organizá-las numa síntese teórica, por meio da dialética parte-todo, concreto-abstrato, eu-outro,....Se uma esfera é a representação espacial mais adequada para metaforizar a totalidade então dizemos que pretendemos ao mesmo tempo cobrir a superfície e atingir o centro.  Almeja-se inter-relacionar o máximo de temas e dar a eles o máximo de profundidade possível. Emancipação porque visa-se comprometer com a transformação das estruturas de nossa sociedade, de modo a torná-la melhor, que se acredita ser, mais justa, sustentável, igualitária, com mais liberdade e com menos sofrimento. A pergunta central da qual se parte é: Quais os principais desafios à emancipação humana na contemporaneidade? Ou ainda de outros modos: Quais são todas as imposições e mecanismos sociais que mantêm os indivíduos não emancipados? Quais são as orientações claras e precisas sobre tudo o que é necessário que seja feito na prática para consertar a desordem que a humanidade criou para si mesma? Quais os desafios em transformarmos o que está sendo no que pode e “precisa” ser? O que pode e “precisa” ser? Qual o tipo de organização sócio-política podemos e queremos construir enquanto indivíduos passíveis de acordos, de planejamento e intervenções conscientes? Quais são os atos efetivos passíveis de realizar este projeto de sociedade e solucionar os problemas apresentados?
1.2 O percurso de desenvolvimento do texto possui quatro fases: descritiva, valorativa, imaginativa e prática. Na descritiva, visa-se: entender, conhecer, interpretar, explicar, e descrever a realidade existente. O funcionamento do mundo como um todo. Sem a pretensão, obviamente, de olhares conclusivos. Na fase valorativa, almeja avaliar do ponto de vista ético a descrição feita. O trabalho, portanto, se propõem a defender uma posição ética, um ponto de vista auxiliado por dados e informações. Na terceira fase, imaginativa, visa projetar uma alternativa à realidade indesejada e por último, a fase prática, se trata de uma vinculação com vontade de realizar, de unir teoria e prática, de comprometer-se com a transformação das estruturas de nossa sociedade, de modo a torná-la mais justa e igualitária.

2. JUSTIFICATIVAS
2.1 No plano acadêmico e filosófico esta proposta de pesquisa se justifica pela importância que os temas assumem na contemporaneidade. Em qualquer campo há uma ampla gama de produções e posicionamentos. Participar deste diálogo, aprendendo e contribuindo, é tarefa incontornável daqueles que se interessam e querem compreender e interagir com o pensamento do seu tempo.
2.2 No plano metafilosófico, este projeto se justifica por se propor a pesquisar e escrever sobre questões prementes para nosso tempo, pois com a marcha em curso da destruição até mesmo de nossas bases materiais (a natureza), o questionamento crítico e fundamentado da nossa organização social torna-se além de um problema teórico, um imperativo diante do desejo de sobrevivência. Ainda no plano metafilosófico, todos os sofrimentos evitáveis são também, na leitura de mundo aqui materializada, motivos que reafirmam a necessidade de buscarmos uma forma de organização social e econômica que ultrapasse as possibilidades oferecidas à humanidade pelo sistema sócio-político vigente, superando os problemas que lhe são inerentes.  A fome e o frio evitáveis, as doenças, a escassez, a má distribuição, a miséria, a pobreza, a alta mortalidade infantil, o racismo, o sexismo, o especismo, a ameaça de aniquilação nuclear, a guerra, a preservação de nosso frágil meio ambiente, tantos condicionamentos cumulativamente estruturados, o trabalho escravo, o desemprego, a exploração, a opressão, a dominação, o latifúndio, o analfabetismo, a precariedade de alguns serviços públicos... todos são problemas graves que incidem de maneira diferenciada sobre a vida de todos, impedem uma vida melhor para muitos e portanto merecem nosso tempo e energia.  É difícil dizer quais e quantos são os mais importantes. A solução de todos estes problemas passa pela reflexão da nossa organização sócio-política. Para problemas conectados precisamos também de soluções conectadas. Por isto pensar a totalidade com vistas à emancipação. Esta é a ideia central do texto.

3. OBJETIVOS:
3.1 Do ponto de vista estritamente teórico, objetiva-se possibilitar ao pesquisador, através do trabalho de pesquisa, um contato maior com as discussões acerca da ética e da política,...e suas relações com a nossa organização sócio-política e cultural. 
3.2 Outro resultado a ser alcançado consiste em habilitar o pesquisador a ter uma fundamentação teórica-filosófica sólida, adquirindo subsídios para a reflexão sobre a ética e a moral, para a tomada de decisões diante de dilemas e para um diálogo verbal ou por escrito em âmbito institucional e interinstitucional, com pessoas das diversas áreas do conhecimento e da prática social, na forma de participação em eventos e colóquios..., intercambiando conhecimentos, saberes, fazeres...conjugando de modo indissociável pesquisa e vida, teoria e prática, pensamento filosófico e momento presente.
3.3. Do ponto de vista estilístico visa-se a concisão. Pretende-se a forma mais curta, densa e simples de dizer, sem prejuízo do entendimento, o máximo de informações. Quase qualquer um dos termos de nossa comunicação podem, por si só, serem objetos de uma dissertação. Mas a vida que nos constitui demanda de nós muito mais uma síntese, uma compreensão mais abrangente e sintética, nem por isto superficial, do que analítica. Qual a menor dissertação de mestrado possível? Qual o menor livro publicável possível?
3.4. Ainda sobre o estilo e qualidade do texto pretende-se o máximo possível de logicidade, racionalidade, rigor, precisão, clareza, coerência, completude, consistência. Evitar: falácias, tautologias, trivialidade, paradoxos, erros, lacunas, ambiguidades, imprecisões, confusões...Qual a diferença e/ou semelhança entre os termos que se seguem? Teoria, argumentos, ideias, teses, conceitos, noções, pressupostos, postulados, premissas, hipóteses, suposições, juízos, provas, evidências, justificação, verdade, validade.

4. REVISÃO DA LITERATURA
4.1. O desenvolvimento do trabalho demanda avaliar o papel, a contemporaneidade, e os possíveis equívocos e incompletudes da crítica marxiana na filosofia. Para tal, supõe em primeiro lugar compreender as inúmeras dimensões desta mesma literatura, relendo e ainda lendo a literatura desconhecida, escrita pelo próprio Marx (1983), (2002, 1v), (2008, 2v) e (2008, 6v). Estaremos neste sentido num horizonte que concorda com Marx, que seja contra Marx e que esteja para além de Marx, prestando sobretudo atenção nas críticas posteriores à sua proposta, em especial a alguns teóricos da Escola de Frankfurt: Adorno (1980) e (1986) ; Adorno e Horkheimer (1985); Horkheimer (2002) e (1980), cujos cientistas sociais e filósofos marxistas dissidentes argumentaram que a tradicional teoria marxista não podia explicar adequadamente o turbulento e inesperado desenvolvimento de sociedades capitalistas no século XX. Afim de preencher as percebidas omissões do marxismo tradicional, eles buscaram se esclarecer nas fontes de outras escolas de pensamento, usando para isso ensaios de outras disciplinas. As principais figuras da escola foram solicitadas a aprender e sintetizar os trabalhos de variados pensadores, entre eles: Kant (1997), (2002), Hegel (1992) e Weber (1992, parte I e II).
4.2. Suas reflexões foram levadas aos extremos, questionando o próprio projeto de esclarecimento e a racionalidade instrumental, ou seja, a própria forma da consciência que sustentava a crítica. A sua ênfase “crítica” foi possível , sobretudo pela retomada da filosofia de Kant e dos seus sucessores no idealismo alemão, principalmente a filosofia de Hegel, com sua ênfase na dialética (totalidade, mediação e contradição) como propriedade inerente da realidade.
4.3. Desde a década de 1960, a Teoria Crítica da Escola de Frankfurt tem sido crescentemente retomada e ampliada pelo trabalho de Habermas (1984), (1987), (1989), (1994), (1997), (2002) e (2004) e sua proposta de razão comunicativa. Neste sentido pretendemos compreender além da proposta Habermasiana da construção de uma razão comunicativa, fundada numa intersubjetividade, assim como teóricos como Mészáros (2002), (2004) e (2007) que busca fundamentar uma oposição a Habermas e aos principais teóricos da escola de Frankfurt, reconhecendo em aspectos dos seus pensamentos um “déficit crítico” que minaria as aspirações à mudança social que originalmente davam propósito aos projetos da própria escola.

5. METODOLOGIA
5.1. A metodologia consistirá na leitura, análise, compreensão, interpretação e comentário da bibliografia proposta e sugerida. Trabalho auxiliado pela comunicação (e-mail, diálogo) entre o pesquisador e o professor orientador e pela participação do pesquisador em espaços de discussões internos e externos (reuniões, grupos de estudo, seminários, colóquios, encontros, palestras, debates, fóruns, disciplinas e cursos de breve duração...) onde resultados prévios da pesquisa serão apresentados e conexões temáticas mais amplas possibilitadas, constituindo elos no desenvolvimento dos expedientes metodológicos na medida em que delineam as possibilidades interpretativas dos resultados apresentados, por meio da cooperação, do diálogo, do auxílio, da orientação e das sugestões. Não se pode perder de vista neste tópico a própria meta-metodologia, isto é, a própria metodologia de estudo e desenvolvimento do trabalho será objeto de estudo e desenvolvimento uma vez que se tenta construir um método que nos permita dividir, classificar e relacionar com coerência categorias de diversas ordens. A totalidade em movimento, só pode ser estudada, sem desperdício da experiência, por meio de um método de classificação. Uma vez desenvolvido o método, tudo se torna uma questão de interpretação, divisão e encaixe-relação dos dados apresentados. Portanto, a leitura dos textos, o destaque das ideias relevantes e a compilação das mesmas demanda uma arquitetura conceitual capaz de se manter de pé diante de avaliações posteriores de diversas ordens.
5.2. Objetiva-se no desenvolvimento do trabalho uma perspectiva transdisciplinar. Se pretende um pensamento ao mesmo tempo, filosófico, científico, investigativo,... advindo tanto da observação empírica quanto da reflexão racional. “A visão transdisciplinar é completamente aberta, pois, ela ultrapassa o domínio das ciências exatas pelo seu diálogo e sua reconciliação não somente com as ciências humanas, mas também com a arte, a literatura, a poesia e a experiência interior.” (Art. 5º, Carta da Transdisciplinariedade, Portugal, 1994). Imagine o seguinte experimento mental. Temos um texto que não evidencie que seja composto por citações, que não se empenhe na refutação de nenhuma ideia (mesmo sabendo que ao afirmar uma ideia estamos negando sua antagônica) e que seja considerado bem conectado e harmônico por todos que o leram. Depois colocamos aspas ou recuos nas citações e atribuímos os créditos aos autores das mesmas. Agora suponha que estes autores sejam, por exemplo, Kant e Nietzsche, Hegel e Kierkegaard, Marx e Adam Smith. É provável que este texto não teria uma boa aceitação pelos filósofos porque dois ou mais autores antagônicos são “harmonizados” num mesmo espaço. Esta é uma questão a ser resolvida na implementação de trabalho aqui proposta, pois pretende-se que as citações sejam sempre que possível diretas. O que se pensa não é na quantidade das citações diretas que já existem no texto, mas sim se é possível escrever a ideia em questão numa qualidade estética/semântica/poética... melhor do que a do autor de origem. Quando se é possível dar formas mais agradáveis, sintéticas e compreensíveis...do que as formas originais, faz sentido parafraseá-las, mas quando não, é importante, mantê-las nas formas lapidares e interessantes que por vezes as encontramos. Mas para se fazer uso de citações diretas de fontes antagônicas, é preciso que seja possível não preservar o significado essencial do material citado diretamente ou parafraseado, mesmo, que por ventura, isto possa acontecer. Como se pretende utilizar diversos autores, de áreas, escolas, nacionalidades e épocas diferentes não se pretende manter coerência ao conjunto das ideias deles. Estamos falando em usar fragmentos de textos na construção de outros textos, sem se importar em fazer deslocamentos tidos como inaceitáveis pelos estudiosos de cada autor. Para tal se assume a perspectiva transdisciplinar diante de qualquer obra, uma perspectiva que utiliza fragmentos e empréstimos de teorias e dados, inclusive de parentescos “não autorizados”. Com esta valorização do conteúdo em detrimento da forma, busca-se legitimar a reflexão e tessitura do texto pela conexão com a realidade antes ou a despeito de qualquer opção estética. O uso dos autores, portanto, é pontual. Não há o comprometimento a transpor os fragmentos para um campo semântico semelhante ao qual foram retirados, mas sim em reter das fontes apenas aquilo que pode entrar no sistema que está em construção. E este sistema não tem a pretensão de estar em concordância com o sistema de onde os fragmentos foram retirados. Dando, deste modo, e se necessário, novos significados, sentidos, usos, propósitos e perspectivas... para os fragmentos utilizados. Para tal, as ideias precisam ser avaliadas exclusivamente pelo seu conteúdo efetivo e não pelas fontes. O texto deve ser avaliado pelas próprias ideias em-si e não pelas ideias extratexto dos autores que nos influenciaram. Por exemplo, pode retirar um fragmento de um autor que está expondo uma ideia, para em seguida criticá-la, e transferi-lo para um texto em que a mesma ideia esteja sendo exposta para ser defendida. Mas quando isto ocorre surge um problema. Levar a citação, seja direta ou parafraseada, sem citar o autor é desonestidade intelectual, mas citar o autor sem enfatizar a divergência, mesmo que no texto em construção, haja coerência e coesão, também pode ser interpretado como. Então como misturarmos “alhos com bugalhos”, autores de escolas divergentes, sem incorrer neste erro? Com certeza, muitos filósofos que lemos, como nem sempre citaram suas influências, pois isto não era a regra, misturaram autores antagônicos sem que tivessem que enfatizar os antagonismos das suas influências, mas hoje isto se torna menos comum, contudo não impossível. Há muitos propósitos na leitura de um autor. Às vezes lemos alguém para simplesmente entendê-los, outras vezes, lemos os outros também para encontrar dito aquilo que pensamos e sentimos..., mas ainda não soubemos expressar de forma tão precisa, ou seja, também tentamos nos ler na escrita do outro. E por que se faz isto? Um dos motivos é que o estudo profundo de qualquer pensador demanda anos e anos de dedicação, já que quase todos eles produziram muito. Mas se nosso tempo de vida e de trabalho é escasso, como eleger um autor e dedicar profundamente a ele se não sabemos ainda quase nada de muitos outros? Não sabemos nem mesmo quantos são. O trabalho especializado de comentário sobre um aspecto ou mais da Filosofia de um ou mais autor é importante, mas também será importante para a academia, para a cultura, para a educação,...e para algumas subjetividades, um trabalho mais abrangente, mas não necessariamente superficial, e que enfatize o aspecto da totalidade. A melhor forma&conteúdo, segundo nossa concepção de mundo, será aquela capaz de transformar as pessoas, a experiência concreta de todos nós, para que possam transformar a sociedade.  A obrigatoriedade de dialogar com nossas referências bibliográficas, na totalidade das questões que cada autor propõe, é por vezes não apenas desinteressante, mas também limitante, pois aceitar um problema que não é um problema quando se tem problemas, pode se estar adquirindo desnecessariamente mais problemas.
5.3. Pretende-se fazer uso e fundamentar os posicionamentos e argumentos do texto com leis, jurisdições, estatísticas, gráficos, tabelas, mapas conceituais e testes.

6. SUMÁRIO:
6.1. Ser humano ( bio-psico-social)
6.1.2. classe, raça, etnia, gênero, geração
6.1.3. Epistemologia
6.1.4. Linguagem (Lógica e Argumentação)
6.2. Capitalismo Mundial Integrado
6.2.1. Estado
6.2.2. Democracia
6.3. Ética
6.3.1. O Justo: liberdade-igualdade
6.3.2. O problema e a solução
6.3.3. Autoconhecimento
6. 4. Tabelas e Estatísticas
6.5. Referências bibliográficas:

7. CRONOGRAMA
7.1. PRIMEIRO ANO
Atividade / Período (em meses)
1
2
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4
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Apresentação da primeira versão do trabalho
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Leitura e fichamento da bibliografia
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Análise e sistematização dos fichamentos
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Apresentação da segunda versão do trabalho
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7.2. SEGUNDO ANO
Atividade / Período (em meses)
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Aquisição de material bibliográfico
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Leitura e fichamento da bibliografia
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Análise e sistematização dos fichamentos
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Conclusão e apresentação da pesquisa e dissertação proposta
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Defesa da Dissertação
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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Jovens dinamarquesas descobrem que Wi-Fi pode ser nocivo

Sinais emitidos por roteadores impediram o desenvolvimento normal de sementes em um experimento de ciências

por Marcelo Andrade - Quinta-feira, 30 de Maio de 2013

Jovens dinamarquesas descobrem que Wi-Fi pode ser nocivo

Os efeitos nocivos ao corpo humano de sinais de Wi-Fi e transmissão celular vira e mexe entram em pauta no mercado nacional e internacional. E um experimento feito por cinco jovens estudantes dinamarquesas – da nona série da escola primária Hjallerup Skole -, provou que existe sim um impacto negativo dessas tecnologias nos seres vivos.
As meninas tiveram a ideia de fazer testes porque, toda vez que dormiam com seus celulares perto da cabeça, tinham dificuldade de se concentrar nas atividades durante o dia. 
Seis vasos contendo as sementes de uma erva de jardim foram colocadas em uma sala sem um roteador Wi-Fi, e seis outros foram inseridos próximos a roteadores, o que, segundo os cálculos das garotas, emitem praticamente o mesmo tipo de radiação que o celular convencional.
No intervalo de 12 dias, os vasos que estavam longe dos roteadores tiveram plantas normais, enquanto que aqueles que estavam próximos dos aparelhos praticamente não cresceram – em alguns, inclusive, as sementes morreram. Tudo foi documentado com fotos. 
Como resultado, um professor de neurociência do Karolinska Institute na Suécia, expressou grande interesse no projeto e pretende repetir os experimentos em um ambiente controlado e profissional.
Fonte: Mobile Expert apud ABC News