Filosofia & Interdisciplinariedade

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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Cidade sem carros é possível

Imagine a vida em uma metrópole livre do barulho, da poluição e de todas as dificuldades de se mover por ruas dominadas por carros, ônibus e caminhões. Todas as necessidades básicas, de supermercados a farmácias, estariam a cinco minutos a pé da porta de sua casa. A viagem para o trabalho seria feita em um serviço de transporte público barato, rápido, seguro e confortável e duraria no máximo 35 minutos. Essa é parte da visão de futuro descrita pelo sociólogo e urbanista holandês J.H. Crawford em seu site Carfree cities ('cidades livres de carros' em inglês).



Inspirado em Veneza, o urbanista J.H. Crawford concebeu uma cidade ideal para suprir três necessidades principais: alta qualidade de vida,
eficácia no uso das fontes de energia e rápida circulação de pessoas


A proposta de Crawford é simples, porém ousada: banir o uso de automóveis em áreas urbanas e (re) construir cidades em função disso. "As nações industrializadas cometeram um terrível erro ao adotar o carro como principal meio de locomoção nos meios urbanos", disse Crawford à CH On-line . "O automóvel trouxe para as cidades sérios problemas ambientais, sociais e estéticos."

Crawford projetou uma cidade modelo sem carros, constituída por 100 bairros circulares, com ruas estreitas que se dirigem para a via central de transporte.


Os bairros da cidade sem carros são dispostos na forma de um trevo de 6 folhas (à dir., uma das ’folhas’ em destaque). Os 18 bairros mais distantes (em azul), não-residenciais, são reservados para indústrias pesadas e estacionamentos

Com base no contorno da cidade, o transporte principal seria o metrô, que teria apenas três linhas, cada uma com início em três das seis 'folhas', passagem pelo centro e final nas outras três. O metrô funcionaria 24 horas por dia, com intervalos de somente quatro minutos entre os trens. Dois pontos da cidade estariam assim separados por no máximo 35 minutos. Entre os bairros, as viagens de curta distância poderiam ser feitas a pé (durariam não mais que 10 minutos) ou de bicicleta (cinco minutos). No caso de emergências médicas, policiais e de incêndio, o uso de veículos poderia ser cogitado.
O comércio e indústrias leves poderiam ser fixados em áreas residenciais, como nas cidades convencionais, e as ruas deveriam estar sempre guardadas pela polícia. "Isso ajudaria a reduzir a ocorrência de crimes, pois quase todas as regiões da cidade estariam ocupadas durante todo o dia", afirma Crawford. Pequenas praças na interseção da maioria das ruas, somadas a um ideal de 80% de áreas verdes em toda a cidade, criariam um clima de boa vizinhança. "Como as pessoas teriam mais contato umas com as outras, elas conversariam mais e deixariam o individualismo de lado", diz o urbanista.


Com 760 m de diâmetro, cada bairro abrigará 12 mil pessoas. O projeto inicial é de uma cidade com 1,2 milhão de habitantes, mas pode ser adaptado para populações entre 300 mil e 3 milhões
"Se nações desenvolvidas mostrarem o melhor exemplo e abandonarem o uso dos carros nas cidades, é possível que o resto do mundo pare de usá-los em nome do progresso e da modernidade", ressalta Crawford. O holandês não imagina que o carro vá desaparecer, mas acredita que, com o fim iminente do petróleo, seja necessário encontrar novas fontes de energia para permitir a operação de veículos apenas fora das cidades.
O site Carfree cities complementa o livro homônimo de Crawford, ainda sem tradução para o português. "Cidades livres de carros se tornarão a norma no final do século 21, devido aos contrastes de energia", prevê. "Precisamos começar a nos preparar para as mudanças e essa é uma oportunidade de construir um ambiente urbano 'superior' nunca antes conhecido."
Renata Moehlecke 

Ciência Hoje On-line 
04/05/04

Fonte: Ciência Hoje

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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Desiderata – Max Ehrmann


Siga calmamente entre o barulho e a pressa e lembre-se que a paz se encontra no silêncio.
Tanto quanto possível, sem se submeter, esteja em bons termos com todas as pessoas.
Fale a sua verdade, calma e claramente, e dê ouvidos aos outros, todos tem sua história.
Evite pessoas ruidosas e agressivas, elas causam perturbação do espírito.
Se você comparar a si mesmo com os outros  você pode se tornar presunçoso ou amargo, pois sempre haverá pessoas que são mais ou menos do que você.
Deleite-se tanto com o que já foi realizado quanto com seus novos planos.
Mantenha-se interessado em seu trabalho ele é uma posse real diante das transformações da sorte no decorrer do tempo.
Exercite a cautela porque o mundo está cheio de enganos, mas não seja insensível para com as virtudes que existem.
Muitas pessoas lutam por altos ideais e por toda parte a vida está repleta de heroísmo. Seja você mesmo! Principalmente, não simule afeição nem, tão pouco, seja cínico a respeito do amor.
Nutra a força do espírito, para proteger-se em algum infortúnio repentino e não se aflinja com a criação de fantasias negativas, muitos temores nascem do cansaço e da solidão.
Mantenha uma disciplina saudável e principalmente, seja gentil com você mesmo.
E sejam lá quais forem suas tarefas e aspirações, em meio à barulhenta confusão do dia-a-dia, mantenha a paz em sua alma.
Mesmo com toda a simulação, esforços e sonhos partidos, este é um belo Mundo.
Mantenha-se alegre e animado! 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Políticos de Londres ganham vale-transporte e não têm direito a carro oficial


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Cidadãos londrinos tiram fotos do prefeito Boris Johnson, que usa a bicicleta em vez de veículo oficial
Fotos: Getty Images


Enquanto aqui no Brasil são gastos milhões de reais todos os anos com verbas indenizatórias (o que inclui auxílio-gasolina, aluguel de carros e outras benesses), em Londres, os políticos não têm direito à carro oficial ou motorista pagos com dinheiro público.

Quando assumem seus cargos, os políticos da capital da Inglaterra recebem vale-transporte válido para ônibus, trem e metrô e são avisados das regras oficiais da Assembleia de Londres de que eles têm o compromisso de usar o transporte público.

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Os táxis também entram nessa regra. Para ser reembolsado, o político precisa provar que não havia outra opção para ir ao lugar que precisava. Depois de aprovadas, as prestações de contas podem ser acessadas por qualquer cidadão na internet.

Exemplo de cima

A iniciativa teve início com o prefeito Boris Johnson, no comando de Londres desde 2008. O político é um dos principais líderes mundiais no incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte.

Só por efeito de comparação, a Câmara dos Deputados em Brasília pagou em 2013 à empresa Brasfort Administração e Serviços Ltda R$ 6.334.366,11 para a condução de veículos oficiais e R$ 583.864,63 para a manutenção de automóveis, segundo dados publicados na página de licitações e contratos.


Os contratos são anuais e a Câmara possui um total de 513 deputados.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Alunos que vão de bicicleta ganham pontos em escola da Itália

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Na pequena cidade de Aprilia, a 30 km de Roma, os alunos que utilizam a bicicleta de três a quatro vezes por semana para ir à escola ganham pontos no boletim, medida que busca incentivar o uso do meio de transporte sustentável entre os mais jovens.
Tudo começou por iniciativa do garoto Lorenzo Catalli, que há um ano estava terminando seu período na escola pública de ensino médio Liceu Antonio Meucci e se questionou, nas viagens de carro com o pai, como seria mais simples se todos pudessem dispensar o automóvel.

Em conjunto com o pai, Lorenzo criou um dispositivo que se fixa na bicicleta e permite verificar data, horário e distância do percurso realizado, além de calcular a quantidade de emissão de gás carbônico que foi evitada por meio da ação de trocar o carro pela 'magrela'. Nascia o programa Bike Control, ideia que tem apoio da Universidad La Sapienza, em Roma.

As pedaladas são convertidas em notas no sistema de avaliação, o que contribui para as atividades extracurriculares. Os pontos são acumulados somente com o mínimo de frequência de três ou quatro vezes por semana indo de bicicleta para a instituição.

Crédito de formação

Segundo o sistema de avaliação das escolas italianas, além das notas conseguidas em provas escritas e orais, os estudantes de ensino médio contam com o "crédito de formação", uma pontuação obtida com a prática de atividades extracurriculares e que integra a média final necessária para superar o Exame de Estado, indispensável para o cursar o ensino superior.

"Os estudantes já contam com uma variedade de atividades que podem ser realizadas para formar o crédito de formação, como trabalhos voluntários, atividades artísticas, estudo de línguas. Pela primeira vez, o uso da bicicleta, por seu valor ecológico, passou a ser uma delas", afirmou o diretor da escola, Antonio Perrone, à BBC Brasil.
O sucesso do projeto foi tamanho, que a Prefeitura local deu apoio e financiamento à campanha, que só tende a crescer ainda mais. Lojas especializadas em bicicleta já dão até prêmios especiais para os alunos que participarem do programa.