Filosofia & Interdisciplinariedade

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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Hipocondria


A hipocondria, do grego hypo- (abaixo) e chondros (cartilagem do diafragma), também conhecida por nosomifalia, é um estado psíquico em que a pessoa tem crença infundada de se padecer de uma doença grave. Costuma vir associada a um medo irracional da morte, a uma obsessão com sintomas ou defeitos físicos irrelevantes, preocupação e auto-observação constante do corpo e até as vezes, à descrença nos diagnósticos médicos.[1][2][3] Muitas vezes encarada como algo engraçado, a patologia é séria e prejudica a vida de pacientes e parentes.



Um grande contingente de pessoas saudáveis do ponto de vista clínico e laboratorial recorre diariamente a hospitais, consultórios e prontos-socorros, sempre reclamando de doenças graves. Inconformados com médicos e exames que indicam a inexistência de qualquer problema de saúde, muitas dessas pessoas saem dali direto para a avaliação de outro profissional, na expectativa de encontrar o diagnóstico sobre o mal que supostamente os acomete. A procura será em vão e aí pode estar o indício de uma doença real, embora essa ainda não seja imaginada pelo paciente. Trata-se da hipocondria ou a ‘mania de doença’, como é mais conhecido o mal que se caracteriza pela supervalorização de sintomas corriqueiros e perfeitamente normais.
A hipocondria pode vir associada ao transtorno obsessivo-compulsivo e à ansiedade.

O Hipocondríaco  

Um hipocondríaco é um indivíduo que acredita na presença de doença. Geralmente reconhecem a presença de sinais e sintomas das mais variadas patologias no seu próprio corpo, entrando por vezes em estados de pânico. É tido como um distúrbio psiquiátrico, necessitando muitas vezes de ajuda médica especializada. O hipocondríaco em muitos casos se sente melhor ao tomar uma série de remédios para se dopar, achando assim, estar livre das supostas doenças. Alguns relatam que ficam felizes ao tomar os remédios.por vezes entra numa depressão profunda por pensar ter muitas doenças.
Muitos hipocondríacos descobrem métodos alternativos para curar ou amenizar as supostas doenças, que no seu caso funcionam, pois a doença é, na verdade, sintoma da hipocondria. Como é algo mental, qualquer coisa deduzida o seu cérebro é capaz de reproduzir, portanto se a "Hipocondria" deduzir que tal coisa irá melhorar ou agravar o seu estado de saúde, geralmente ocorre, porque a própria doença é criação de sua cabeça. Muitos ligam alguns acontecimentos como agravador ou causador da doenças, sendo que a maioria deles não faz nenhum sentido.

Na Cultura Popular 

  • Em Madagascar (filme),a girafa Melman apresenta os sintomas da hipocondria,e está sempre alegando sintomas de doenças,tomando remédios sem motivo real e se preocupando excessivamente com normas para prevenção de doenças. No filme,o assunto é tratado de forma cômica.

  • No filme Bandits ("Vida Bandida"), Billy Bob Thornton interpreta um gênio assaltante de bancos, Terry Collins, que sofre de hipocondria. O desempenho do ator é excelente, muito realista, mostrando realmente o comportamento de um hipocondríaco.


  • Já em Whatever Works ("Tudo Pode Dar Certo" de Woody Allen), um físico cientista, Boris Yellnikoff (Larry David), que acabou se tornando professor de xadrez, representa, de maneira cômica e inteligente, um hipocondríaco, misantropo, cético e narcisista. No filme, as cenas relatam situações freqüentes que ocorrem com hipocondríacos, desde o desespero da Síndrome de Somatização as idas ao pronto-socorro aos exames com diagnósticos sempre negativos, porém causadores de revolta ao portador da síndrome, já que este acredita que os médicos sempre estão errados, e não encontram sua(s) doença(s).



Fonte: Wikipédia

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